Manaus pode ganhar primeira rede de transporte coletivo de média e alta capacidade, aponta estudo
Segundo o levantamento, a implantação da rede exigiria investimentos estimados em R$ 2,85 bilhões
Por Edinei Campos
Redacao Amazonia Onze

Prefeitura de Manaus
A Região Metropolitana de Manaus poderá receber a primeira rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade (TPC-MAC), formada por 48 quilômetros de corredores e com capacidade para atender cerca de 339,7 mil passageiros por dia. A proposta faz parte do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Ministério das Cidades.
Segundo o levantamento, a implantação da rede exigiria investimentos estimados em R$ 2,85 bilhões. A expansão do sistema está prevista por meio da criação de quatro novos corredores de BRT (Bus Rapid Transit) na capital amazonense.
Caso os projetos sejam executados, o estudo estima redução de 7% no tempo médio de deslocamento da população e a prevenção de aproximadamente 248 vítimas de acidentes de trânsito por ano.
O ENMU reúne diagnósticos e propostas para ampliar e qualificar o transporte público coletivo em 21 regiões metropolitanas brasileiras. O levantamento também apresenta uma carteira de projetos voltados à implantação de sistemas como metrôs, BRTs, trens urbanos e Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs), disponíveis na plataforma Mobilidade Brasil.
De acordo com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o estudo busca orientar investimentos capazes de melhorar a mobilidade urbana e gerar impactos econômicos e sociais.
*"O ENMU reúne diagnósticos, propostas e uma carteira de projetos para orientar a expansão e a qualificação do transporte público coletivo de média e alta capacidade nas principais regiões metropolitanas do país. Investimentos que terão impacto na geração de emprego, na melhoria da infraestrutura, da segurança no trânsito e na qualidade de vida"*, afirmou.
Ao todo, o relatório final reúne 187 projetos de mobilidade urbana, somando mais de 3 mil quilômetros de infraestrutura entre metrôs, BRTs, trens e VLTs. Cada iniciativa foi avaliada com base em mais de 100 indicadores técnicos, financeiros, ambientais e urbanísticos, incluindo estimativas de redução das emissões de gases de efeito estufa, diminuição de acidentes, demanda de passageiros e volume de investimentos.
Em nível nacional, o estudo aponta que, se todos os projetos forem implementados, será possível evitar cerca de 27 mil vítimas de acidentes de trânsito por ano e reduzir em aproximadamente 3 milhões de toneladas as emissões anuais de dióxido de carbono (CO₂). Também são projetadas reduções de 11% no custo das viagens e de 16% no tempo médio de deslocamento, com benefícios sociais estimados em mais de R$ 400 bilhões.
Os investimentos previstos ainda poderão impulsionar a geração de mais de 1 milhão de empregos e ampliar a demanda por cerca de 7,6 mil ônibus elétricos e 2,4 mil carros metroferroviários.
O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana foi desenvolvido entre 2024 e 2026, considerando projeções populacionais e de demanda para os próximos 30 anos. Segundo o Ministério das Cidades, o objetivo é oferecer uma base técnica para que estados e municípios estruturarem projetos voltados à melhoria da mobilidade urbana, com foco na redução das desigualdades e na ampliação do acesso da população a serviços, emprego, educação e saúde.
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