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Cibersegurança ganha importância no Polo Industrial de Manaus com avanço da Indústria 4.0

Iniciativas voltadas à modernização industrial vêm ampliando a presença de sistemas automatizados e conectados nas empresas.

Edinei Campos

Por Edinei Campos

Redacao Amazonia Onze

03 de out. de 2026
Cibersegurança ganha importância no Polo Industrial de Manaus com avanço da Indústria 4.0

Foto: Divulgação/Suframa

O avanço da digitalização no Polo Industrial de Manaus tem ampliado a preocupação das empresas com a segurança de dados, sistemas e equipamentos conectados. Em um ambiente industrial cada vez mais automatizado, um incidente cibernético pode afetar não apenas os sistemas de tecnologia da informação, mas também etapas da produção, logística, estoques e faturamento.

A discussão ganha destaque em outubro, mês dedicado à conscientização sobre cibersegurança. A necessidade de proteção acompanha o crescimento da atividade industrial e da adoção de tecnologias relacionadas à chamada Indústria 4.0.

O Polo Industrial de Manaus encerrou 2025 com faturamento recorde de R$ 227,67 bilhões, alta de 11,02% em relação ao ano anterior. O setor manteve ainda uma média mensal superior a 131 mil empregos diretos.

Ao mesmo tempo, iniciativas voltadas à modernização industrial vêm ampliando a presença de sistemas automatizados e conectados nas empresas. O Programa Prioritário de Indústria 4.0 e Modernização Industrial, desenvolvido no âmbito da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), já contabiliza mais de R$ 493 milhões em investimentos e mais de 350 projetos ativos.

A expansão da tecnologia aumenta a eficiência e o controle dos processos produtivos, mas também amplia a quantidade de sistemas dos quais uma indústria depende para funcionar. Uma indisponibilidade que antes poderia ficar restrita a computadores ou sistemas administrativos pode atingir operações de produção, comunicação com fornecedores, controle de estoque e logística.

Por isso, especialistas em tecnologia e segurança digital defendem que as empresas não devem concentrar suas estratégias apenas na prevenção de ataques. Medidas como antivírus, firewalls, controle de acesso e autenticação multifator continuam sendo importantes, mas precisam estar acompanhadas de mecanismos para resposta e recuperação diante de um eventual incidente.

Entre as medidas recomendadas estão o mapeamento dos sistemas considerados críticos, a realização de backups, testes periódicos de restauração, controle de privilégios de acesso e monitoramento de atividades suspeitas.

No setor industrial, a capacidade de recuperação é especialmente relevante por causa da integração entre diferentes áreas. Produção, fornecedores, transportadoras, equipamentos e sistemas corporativos podem depender de uma mesma infraestrutura tecnológica. Uma falha em um desses pontos pode provocar impactos em outras etapas da operação.

Ter uma cópia dos dados, por exemplo, não garante por si só a retomada da atividade. A empresa precisa saber se consegue restaurar os sistemas e em quanto tempo isso pode ser feito. Por isso, testes de recuperação são considerados parte importante da estratégia de continuidade operacional.

Prestadores de tecnologia também são afetados

O avanço da digitalização também aumenta a responsabilidade das empresas que prestam serviços de tecnologia para as indústrias. Os chamados Managed Service Providers (MSPs), que administram ambientes de TI de terceiros, passam a atuar em uma estrutura que envolve não apenas manutenção de equipamentos e servidores, mas também monitoramento, segurança, backup e recuperação.

Para empresas que atendem vários clientes, a gestão desses ambientes exige ainda processos padronizados, automação e acompanhamento de indicadores para identificar falhas e gargalos antes que eles comprometam a operação.

No caso de clientes industriais, a indisponibilidade de um sistema de tecnologia pode representar também uma interrupção operacional, aumentando a necessidade de planejamento e de mecanismos de recuperação.

A discussão sobre cibersegurança ocorre em um momento de expansão da transformação digital no Polo Industrial de Manaus. Com mais processos conectados, a proteção dos ambientes tecnológicos passa a estar diretamente relacionada à continuidade das atividades.

Nesse cenário, além de buscar evitar invasões e outros incidentes, as empresas precisam estabelecer quais sistemas são prioritários, quanto tempo podem permanecer indisponíveis e quais procedimentos devem ser adotados para recuperar a operação em caso de falha ou ataque.

Impacto local
Cobertura: Amazonas

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