Família ribeirinha denuncia grande quantidade de organismos estranhos em rio de Cametá, no Pará
Segundo os moradores, os animais grudam no corpo, espantaram os peixes e camarões e impedem até o banho no rio.
Por Edinei Campos
Redacao Amazonia Onze

Moradores que vivem às margens do Rio Pindobal-Miri, no município de Cametá, no Pará, denunciaram a presença de uma grande quantidade de organismos de espécie não identificada nas águas do curso d'água, na região do Baixo Tocantins. Segundo os ribeirinhos, a presença dos animais tem prejudicado a vida no local e espantado os peixes e camarões.
O alerta foi feito pelo perfil @oosribeirinhos, de Alex Nascimento, que soma mais de 1 milhão de seguidores no Instagram. Nos vídeos, a família mostra os organismos, vivos na água e mortos na vegetação, e pede ajuda para identificar o que são os animais.
*"Esse vídeo é um pedido de ajuda, não sabemos o que é esses bichos e se fazem mal à nossa saúde. Isso tem chamado a atenção de muitos ribeirinhos, que nem no rio tomam mais banho por conta disso. Algum pesquisador pode explicar o que está acontecendo?"*, diz um dos moradores.
Em outro trecho, um morador relata o impacto na pesca: "Tá cheio de bichos e não se sabe de onde eles estão vindo. Tá prejudicando a nossa natureza, que é o nosso rio. Não tá tendo mais peixe, esse bicho espanta os peixes e o próprio camarão. A gente queria que viesse alguém fazer um estudo sobre o que tá acontecendo aqui na nossa localidade."
Segundo ele, o problema não se limita ao Pindobal-Miri: "A gente acredita que é o Rio Tocantins inteiro."
Os moradores relatam ainda que, ao entrar na água, os organismos grudam no corpo, o que tem afastado as pessoas do banho no rio. "Eles ficam nadando, a gente não sabe o que é. Fica grudando na gente, então não tomamos mais banho no rio por causa desses bichinhos", contou.
A região é habitada por comunidades ribeirinhas que preservam fortes tradições culturais e laços ancestrais com os rios. O Rio Pindobal-Miri é cenário tradicional da abertura da temporada de pesca do mapará, realizada em 1º de março, após o fim do período de defeso.
O perfil pede que moradores de outras regiões comentem se o fenômeno também tem sido observado em seus rios e pediu que o conteúdo seja compartilhado até alcançar pesquisadores ou autoridades que possam explicar a situação e avaliar os possíveis riscos à saúde.
Até a publicação desta reportagem, não houve posicionamento oficial de órgãos ambientais sobre o ocorrido.
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