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Meio ambiente

Família ribeirinha denuncia grande quantidade de organismos estranhos em rio de Cametá, no Pará

Segundo os moradores, os animais grudam no corpo, espantaram os peixes e camarões e impedem até o banho no rio.

Edinei Campos

Por Edinei Campos

Redacao Amazonia Onze

21 de set. de 2026
Família ribeirinha denuncia grande quantidade de organismos estranhos em rio de Cametá, no Pará

Moradores que vivem às margens do Rio Pindobal-Miri, no município de Cametá, no Pará, denunciaram a presença de uma grande quantidade de organismos de espécie não identificada nas águas do curso d'água, na região do Baixo Tocantins. Segundo os ribeirinhos, a presença dos animais tem prejudicado a vida no local e espantado os peixes e camarões.

O alerta foi feito pelo perfil @oosribeirinhos, de Alex Nascimento, que soma mais de 1 milhão de seguidores no Instagram. Nos vídeos, a família mostra os organismos, vivos na água e mortos na vegetação, e pede ajuda para identificar o que são os animais.

*"Esse vídeo é um pedido de ajuda, não sabemos o que é esses bichos e se fazem mal à nossa saúde. Isso tem chamado a atenção de muitos ribeirinhos, que nem no rio tomam mais banho por conta disso. Algum pesquisador pode explicar o que está acontecendo?"*, diz um dos moradores.

Em outro trecho, um morador relata o impacto na pesca: "Tá cheio de bichos e não se sabe de onde eles estão vindo. Tá prejudicando a nossa natureza, que é o nosso rio. Não tá tendo mais peixe, esse bicho espanta os peixes e o próprio camarão. A gente queria que viesse alguém fazer um estudo sobre o que tá acontecendo aqui na nossa localidade."

Segundo ele, o problema não se limita ao Pindobal-Miri: "A gente acredita que é o Rio Tocantins inteiro."

Os moradores relatam ainda que, ao entrar na água, os organismos grudam no corpo, o que tem afastado as pessoas do banho no rio. "Eles ficam nadando, a gente não sabe o que é. Fica grudando na gente, então não tomamos mais banho no rio por causa desses bichinhos", contou.

A região é habitada por comunidades ribeirinhas que preservam fortes tradições culturais e laços ancestrais com os rios. O Rio Pindobal-Miri é cenário tradicional da abertura da temporada de pesca do mapará, realizada em 1º de março, após o fim do período de defeso.

O perfil pede que moradores de outras regiões comentem se o fenômeno também tem sido observado em seus rios e pediu que o conteúdo seja compartilhado até alcançar pesquisadores ou autoridades que possam explicar a situação e avaliar os possíveis riscos à saúde.

Até a publicação desta reportagem, não houve posicionamento oficial de órgãos ambientais sobre o ocorrido.

Sustentabilidade
Cobertura: Pará

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