Sucuri é flagrada nadando em balneário na comunidade Diamantino, em Santarém
A orientação é manter distância e não tentar tocar, capturar ou expulsar a serpente
Por Edinei Campos
Redacao Amazonia Onze

Foto: Redes Sociais
Uma sucuri foi flagrada nadando nas águas de um balneário da comunidade Diamantino, em Santarém, no oeste do Pará. O registro foi feito por um visitante e divulgado nas redes sociais na manhã desta sexta-feira (11).
Nas imagens, o animal aparece atravessando a área de água utilizada por banhistas. O local é um dos espaços de lazer da comunidade, conhecida na região pelos balneários formados por igarapés e frequentados por moradores de Santarém e de outras localidades.
Ao fazer o registro, a pessoa que filma comenta que a sucuri provavelmente seguiria em direção a uma área de mata, retornando ao ambiente natural.
A comunidade Diamantino está localizada na região do planalto santareno, às margens da Rodovia Curuá-Una (PA-370), aproximadamente na altura do km 9, com acesso pelo chamado Ramal Diamantino. A localidade reúne áreas de lazer e balneários que recebem visitantes principalmente nos períodos de maior movimento.
Animal oferece risco?
A sucuri é uma serpente não peçonhenta, ou seja, não possui veneno para inocular por meio de mordida. Apesar disso, é um animal de grande porte e possui força suficiente para causar ferimentos caso seja acuado, provocado ou manipulado.
O comportamento observado no vídeo, por si só, não significa que o animal esteja atacando pessoas. A presença da sucuri em um ambiente de água também está relacionada ao seu comportamento natural, já que a espécie possui hábitos associados a ambientes aquáticos.
Por segurança, a recomendação é não tentar tocar, cercar, capturar, alimentar ou expulsar o animal. Também é importante manter distância e evitar entrar na água enquanto a serpente estiver próxima. Órgãos ambientais orientam que animais silvestres não sejam abordados pela população, pois a aproximação pode provocar uma reação defensiva e colocar tanto as pessoas quanto o próprio animal em risco.
Caso a serpente permaneça no local, esteja ferida ou represente risco para os frequentadores, a orientação é acionar os órgãos ambientais ou serviços públicos responsáveis pelo manejo de fauna, em vez de tentar fazer a retirada por conta própria.
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