UFPA oferece atendimento gratuito de terapia ocupacional para pessoas com esclerose múltipla
A iniciativa busca melhorar a qualidade de vida e a autonomia de pessoas que convivem com a doença autoimune
Por Edinei Campos
Redacao Amazonia Onze

Foto: Alexandre de Moraes/UFPA
A Universidade Federal do Pará (UFPA) desenvolve um projeto de extensão voltado ao atendimento e acolhimento de pessoas com esclerose múltipla por meio da terapia ocupacional. A ação foca em promover o bem-estar, a autonomia e a melhoria da qualidade de vida dos pacientes afetados pela condição.
A esclerose múltipla é uma doença autoimune que atinge o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal) e acomete com mais frequência jovens adultos. Ela ocorre quando o sistema imunológico ataca por engano a mielina — camada protetora dos neurônios —, prejudicando a comunicação de sinais do corpo. Os sintomas mais frequentes incluem fadiga, alterações na visão, dificuldades motoras e problemas sensoriais.
Apesar de não ter cura, a doença conta com tratamentos eficazes para controle e manutenção da rotina. Com base nisso, o projeto “Acolhimento e cuidado terapêutico ocupacional de pessoas com Esclerose Múltipla” foi estruturado para alinhar práticas terapêuticas com a criação de redes de apoio.
“A esclerose múltipla é um diagnóstico cuja maior característica é a imprevisibilidade. A gente nunca sabe qual vai ser a sequela que o paciente vai ter ou o agravo clínico. O paciente precisa modificar muito o seu dia a dia, e nenhum caso é igual ao outro”, destaca a professora Jeice Cardoso, coordenadora da iniciativa.
Atendimento humanizado e reabilitação
A equipe do projeto atua conforme as demandas de cada indivíduo, realizando intervenções nas áreas de reabilitação neurológica, física e cognitiva. Além disso, são desenvolvidas tecnologias assistivas para adaptar as atividades cotidianas à rotina de cada pessoa.
Segundo a coordenação, o objetivo é garantir que os pacientes continuem ativos socialmente e desempenhando suas funções normais.
“As nossas ações têm essa importância de fazer com que as pessoas, mesmo vivenciando um processo diagnóstico difícil, consigam participar do trabalho, do cuidado com a família e de atividades de lazer. Entendemos que, antes do diagnóstico, existe uma pessoa”, reforça Jeice Cardoso.
Como funciona o atendimento
Os atendimentos ocorrem às terças e quintas-feiras. O primeiro contato é feito por meio de um acolhimento inicial, no qual dúvidas são esclarecidas e orientações sobre a condição são repassadas para organizar os atendimentos seguintes.
Interessados em obter mais informações podem buscar os canais oficiais do projeto nas redes sociais.
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